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A mostrar mensagens de dezembro, 2010

Onde andas amor que não te vejo?

Onde andas amor que não te vejo? Que terra pisas e que céu te cobre? Ter-te aqui a meu lado é o que desejo Um dia fugimos e ninguém nos descobre. O meu corpo precisa do teu abraço Os meus lábios anseiam o teu beijo O ar que caminha a teu lado eu invejo Oh! Como anseio ter-te no meu regaço. Não passeias pela minha realidade Mas nos meus sonhos eu te detenho E nas noites me enches de felicidade. No meu pensamento o teu corpo desenho Num momento chamado eternidade Que só alcançaremos com empenho. Inês G.

A minha alma em ruínas

A minha alma em ruínas Partida em mil estilhaços, A dor que se liberta E que ascende ao céu, Uma chama inflama-se Quando as duas naturezas Incompatíveis se tocam, Anjos amargurados nas nuvens Choram lágrimas de sangue Quando a minha dor os abraça, Uma tempestade de sangue Impacientada e enraivecida Inunda e atemoriza a Terra. Na Terra o meu corpo prostrado Repleto de cicatrizes Feridas que sararam Ao contrário das da alma, A ventilação perdura O coração bombeia Fisicamente estou viva Mas isso o que importa? Inês G.

Quando o nosso olhar se cruzou

Quando o nosso olhar se cruzou Eu saltei do precipício do meu E mergulhei no oceano do teu. Nele renasci e encontrei-me: Todos os meus medos eram os teus, Todos os meus sonhos eram os teus. No teu olhar deixei-me perder E esqueci o caminho de volta Ao meu olhar melancólico Fiel espelho da minha alma Onde nasceram outrora rios De lágrimas repletas de vazio. O medo apodera-se de mim E mergulho nas tuas correntes Na esperança que me levem Para ainda mais longe do passado Porque o que mais quero É que me protejas, que lutemos juntos E que fiques para sempre a meu lado. Inês G.