Quando escrevo

Quando escrevo
Há uma parte de mim que se perde
Quando escrevo
Há uma parte de mim que se encontra.
Há uma parte que eu perco
E há outra que os outros encontram.
Perco porque me revelo ao mundo
E deixo uma parte negra de mim
Ver a luz do sol.
O sol ilumina os corredores da minha alma
Mutilada e corroída
Que se arrasta sofregamente
Neste insignificante jardim da vida.
No meu corpo que a transporta
A minha pulsação
É uma orquestra morta
Dentro do meu corpo vivo
Porque um dia a dor bateu à porta
E lá se instalou sem misericórdia.
Os outros encontram-me
Porque me vêem despida como nunca viram
Sem máscaras que disfarcem o que sinto
E ao lerem o que escrevo
Ganham um céu que não têm
E um chão que nunca pisaram.
Assim de mãos dadas através das letras
Emoções são partilhadas
E todos bebem da minha dor.


Inês G.

Comentários

morena disse…
k lindo, tu tns um jeit pa escrver, so tu miga adrt
sapadorhd disse…
que evolução... cada vez melhor!

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