Na minha última morada

Aqui jaz o meu corpo
Nesta fria e envelhecida sepultura
Desgastada e abandonada
Sofrendo a abrasão do tempo
Durante repetitivos ciclos
Passando pelas estações do ano
Sentindo os quentes raios de sol
Darem lugar às frias gotas de chuva.
Na minha última morada
Reina este cortante silêncio
Onde as palavras inexistentes
Um dia foram levadas para sempre.
Na minha última morada
Reina este angustiante vazio
Onde as memórias delicadas
Um dia se desvaneceram no infinito.
Na minha última morada
Reina este amor eterno
Onde a dolorosa saudade
Um dia nasceu para se imortalizar.

Inês G.

Comentários

sapadorhd disse…
na tua ultima morada
um coro de corvos negros
cantando para mim
um segredo que se arrasta no medo
que um dia podes ficar longe de mim
na tua ultima morada
deixa um espaço para mim
é meu destino repousar junto de ti
e a nossa historia continuará assim
Roupão Amarelo disse…
Muito bom. Gostei muito, escreves mesmo uau!

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