Difícil de matar
A saudade é difícil de matar quando o foco que a gera já não é de dimensão física.
A impotência rasga-me por dentro mas a verdade que queima e machuca tem que ser aceite.
Sinto que não tive tempo de sentir, com a genuína intensidade que deve ter o próprio verbo sentir. Sinto que as lágrimas foram insuficientes, as exógenas. Porque endogenamente as lágrimas continuam a escorrer pelas paredes da minha alma como gotas de tinta fresca.
Por vezes é isso que dói mais: sofrer por dentro.
Já passaram dias, meses,…mas ainda te procuro, ainda conto com a tua presença em sítios onde costumavas estar, ainda me lembro da sensação do teu toque.
Às vezes caio na realidade e penso como foi tudo tão fugaz, tão efémero.
Pergunto-me o que aconteceu àquela menina que chorava por tudo e por nada. Em que a sua principal característica era sensibilidade a mais.
Talvez tenha sido culpa do tempo, da circunstância, da cabeça cheia de problemas e objectivos a atingir. Talvez tenha sido egoísmo. Talvez…
Talvez tenha crescido, talvez tenha ficado mais forte sem dar por isso. Talvez tenha chegado a outro patamar e a perceber e aceitar as coisas tal e qual como são, sem grandes questões, porque tudo é naturalmente finito.
A impotência rasga-me por dentro mas a verdade que queima e machuca tem que ser aceite.
Sinto que não tive tempo de sentir, com a genuína intensidade que deve ter o próprio verbo sentir. Sinto que as lágrimas foram insuficientes, as exógenas. Porque endogenamente as lágrimas continuam a escorrer pelas paredes da minha alma como gotas de tinta fresca.
Por vezes é isso que dói mais: sofrer por dentro.
Já passaram dias, meses,…mas ainda te procuro, ainda conto com a tua presença em sítios onde costumavas estar, ainda me lembro da sensação do teu toque.
Às vezes caio na realidade e penso como foi tudo tão fugaz, tão efémero.
Pergunto-me o que aconteceu àquela menina que chorava por tudo e por nada. Em que a sua principal característica era sensibilidade a mais.
Talvez tenha sido culpa do tempo, da circunstância, da cabeça cheia de problemas e objectivos a atingir. Talvez tenha sido egoísmo. Talvez…
Talvez tenha crescido, talvez tenha ficado mais forte sem dar por isso. Talvez tenha chegado a outro patamar e a perceber e aceitar as coisas tal e qual como são, sem grandes questões, porque tudo é naturalmente finito.
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